Jun
19
Estamos cancelando o financiamento do Seguem Alterações: entenda os motivos.

“A Dona aranha subiu pela parede
Veio a chuva forte e a derrubou
Já passou a chuva e sol já vai surgindo
E a Dona aranha continua a subir.”

Com extrema tristeza anunciamos que essa aranha tomou chuva. E das fortes.
O financiamento coletivo do Seguem Alterações do Cliente será retirado do ar amanhã sem falta, O Catarse vai fazer todos os estornos relacionados aos valores doados para as pessoas e todos vamos seguir em frente, de uma forma ou de outra.
Não vou mentir e dizer que não fico muito triste de dar este notícia, de ter, em parceria com meus sócios, de tomar essa decisão, mas é melhor isto do que postergar este financiamento que está  com praticamente zero possibilidades de sucesso.
Este post é para avisar que, apesar de termos falhado em financiar o jogo, aprendemos muito sobre o que queremos como empresa, sobre como vamos nos comportar dentro do mercado e ainda mais sobre uma coisa extremamente importante: respeitar o dinheiro do nosso cliente.
As pessoas que colaboraram com o financiamento esperavam que ele acontecesse, mas nós mesmos, depois de algum tempo, percebemos que ele não iria acontecer. O plano não deu certo, as conjunturas, as motivações… enfim, nada colaborou para que  a estratégia inicialmente pensada funcionasse.
Bem, paciência. Não vamos desistir e nem desacreditar o jogo em si. Ele é muito bom, e o nosso processo é possível de acontecer, mas não desta forma. Não por enquanto.
 Já temos outras estratégias e opções para ver esse jogo decolar e o Studio começar a render além dos apoios dos padrinhos ( coisa que será tratada em outro post, provavelmente ainda essa semana) , mas mais do que tudo isso, eu quero agradecer.
À todas as pessoas que apoiaram o financiamento, de uma forma ou de outra.
À todo mundo que conheceu o Studio por causa dele.
À todo mundo que entendeu os momentos de exagero que eu cometi nessa campanha.
Todos os novos amigos que fizemos, e pessoas que passaram a conhecer e gostar do nosso trabalho.
À você que criticou de forma construtiva, ou destrutiva, mas que mostrou que a gente fez barulho o suficiente para pelo menos incomodar.
Enfim, obrigado e aguardem as nossas próximas aventuras, porque daqui a pouco a chuva passa e você vai ouvir falar da gente de novo!

Jan
31
Por que parecemos não ligar para o mercado internacional?
Resultado de imagem para Toretto Brasil
Vamos ver quem saca essa referência

Quando o Studio estava ainda no seu começo, diversas vezes eu escutei de muitos amigos meus: “Jordan, coloca esses jogos em inglês e cai para o mercado internacional!” Acontece que preferimos, e até o momento ainda não nos arrependemos disso, de focar especialmente no PNP nacional como nosso principal foco.

Agora, como estamos em vias de nos tornarmos editora, não poderia ser diferente. Mantemos nossa predileção aos designers nacionais e damos ainda mais atenção aos designers ainda inéditos, já que eles teriam de gastar tempo fazendo divulgação dos seus jogos e deixando de fazer aquilo que realmente fazem bem: produzir jogos.
Vamos explicar o que queremos fazer em relação aos nossos desenvolvedores e porque queremos ser, com o tempo, um celeiro de desenvolvimento de jogos independentes e, acima de tudo, focado em oferecer qualidade e democratização dos jogos.

Vão rolar mais PNPs internacionais?

Sinceramente? Não é a nossa prioridade e muito provavelmente vão aparecer apenas ocasionalmente. Primeiramente porque isso envolve trabalho de tradução e outras questões relacionadas, que nem sempre são do nosso maior interesse no momento.
Além disso, preferimos investir nosso tempo e esforço em ajudar a desenvolver novos talentos do game design nacional forçar as barreiras do folclore do nosso mercado e criar uma base forte para quando formos conversar fora do país, tenhamos autoridade e experiência para tal.
Finalmente nós ainda temos os nossos jogos para produzir e conteúdo para abastecer este blog, então acreditamos que seja mais que o suficiente sem os PNPs internacionais.

E os autores? Como ficam nisso?

Como você pode ter percebido, falamos várias vezes dos autores que publicaram com a gente, essas pessoas têm visões diferentes de game design, formas diferentes de chegar aos seus excelentes resultados e cada uma delas será divulgada e ampliada dentro do Studio Teia de Jogos.
Os autores que publicarem com a gente terão todo o suporte para que seus jogos alcancem todo o sucesso que seja possível. Obviamente estes autores precisam ter uma visão parecida com a nossa sobre PNPs e sobre o mercado, para que o jogo seja trabalhado de forma que ele se sinta confortável.
Daremos todo o apoio necessário a eles, com diversas possibilidades de ajuda e crescimento junto com o Studio, sendo uma excelente forma de começar a sua carreira de game design ou ainda nos ajudar com mais expertise ainda.
Não perca! Em breve teremos muitas novidades em relação a novos jogos, financiamento coletivo e muito mais!

Aug
27
Meus 20 centavos: o que podemos aprender com o Zebeléo?
Antes de tudo, é importante salientar que esse texto não visa ser uma resposta, e sim levantar ainda mais perguntas, discussões e discordâncias com o que acredito ser importante de assimilar para o nosso mercado, que usa o recurso do financiamento coletivo muito mais do que empreendedores de palco e 
vencedores de reality shows.

Além disso, já deixo claro que não concordo com a forma como as coisas se resolveram e muito menos com a reação das pessoas frente ao financiamento coletivo proposto pelo trio. Não por serem eles, mas porque esse tipo de atitude pode se tornar comum, e pode afetar o nosso mercado. Vou tentar explicar as minhas razões para achar isso e alguns detalhes que, sinceramente, mudaram o meu pensamento sobre o financiamento coletivo como ferramenta.

Acima de tudo, a participação das pessoas

Antes eu acreditava que o financiamento coletivo servia apenas para financiar projetos que seriam impossíveis de serem financiados de outra forma. Por muito tempo, na verdade, ele foi isso, e por muito tempo eu acreditei que ir além desse conceito seria desvirtuar a ferramenta.
Depois, com o convívio, as conversas e as opções que se abriram na minha mente, eu percebi que o financiamento coletivo pode ser isso, mas também pode ser muito mais. Afinal de contas, se eu puder fazer uma pré venda do meu produto por meio de um financiamento coletivo e usá-lo como um termômetro para a aceitação da minha ideia, qual o pecado nisso?
O mais interessante é que, pelo menos dentro do meu conceito, eu não vejo um tipo de investimento tomando o espaço de outro. Afinal de contas são coisas totalmente diferentes e campanhas de vários tipos coexistem dentro dos sites de financiamento coletivo sem nenhum tipo de prejuízo para ninguém.
Você deixou de financiar algum dos seus jogos porque tinha uma campanha de um livro de romance feminino? Ou porque alguma campanha para ajudar a dar livros infantis para as crianças de rua estava acontecendo ao mesmo tempo? Então não fazia sentido o excesso de críticas que eles receberam.
Com certeza nenhum dos financiamentos de jogos atuais perdeu apoio por causa do Zebeléo.
Outro motivo que muitos insistem em dizer é que “eles não precisavam disso”. Amigos, e por acaso as grandes empresas do mercado americano de jogos que continuam lançando jogos por meio de financiamento coletivo precisa de dinheiro?  Um financiamento coletivo é uma relação de comércio, com a diferença que você está acreditando que a empresa vai cumprir com o projeto em questão. Com certeza esse não era o ponto no qual eles falharam.

Quais lições eu aprendi?

Eu não cheguei a acompanhar tudo do começo, então me faltam algumas informações, mas no começo da tarde eu fiz um post no meu facebook pessoal, perguntando por que as pessoas estavam tão fulas com eles. Li muita coisa válida, como críticas à forma da comunicação da campanha, mas principalmente quanto ao mérito de abrir um financiamento coletivo para uma hamburgueria.
Eu não apoiaria esse projeto, com certeza, mas até aí elevar as críticas ao ponto de ser necessário tirar o financiamento do ar? Será que não foi exagero? Como sempre, vamos imaginar o tipo de precedente que isso é capaz de trazer para os financiamentos coletivos como um todo, e até dentro do nosso mercado de nicho.
Al lições que eu vejo com isso são bem claras, e serão aplicadas dentro de qualquer projeto que o Teia e eu, como pessoa, for me envolver:

Saber exatamente com quem se está falando

Eu já tinha lido algumas coisas da Bel e do que eu li à respeito da campanha (a nota de descontinuação da mesma), eu não vi muita diferença do que já tinha lido dela. O público dela apoiou porque já está acostumado com o tipo de comunicação que ela faz (não vou entrar nesse mérito) e muitas pessoas mais iriam, mas algumas pessoas se incomodaram. Pense seu discurso não só para o seu público, mas para todos os públicos, especialmente se você acreditar que vai irritar/ofender alguém, é melhor repensar.

O envolvimento do seu público não é garantia de sucesso

 Se você tem seu público cativo e sabe que ele não é suficiente para esgotar a sua oferta, já adapte o seu discurso para atingir a essas pessoas e uma gama maior de público com a mesma comunicação. Será que um discurso mais voltado à comida em si não teria surtido um efeito diferente? Talvez uma associação com outros produtos que os 3 pudessem acrescentar como metas estendidas e brindes ( muita gente reclamou dos brindes, mas isso é assunto para outro texto) fariam com que as coisas fossem diferentes?

Teste a água antes de entrar 

Muitas vezes, no afã de gerar impacto, não questionamos as pessoas sobre o que vamos fazer de diferente em relação à nossas campanhas. Ainda mais no nosso mercado, onde com algumas poucos cliques você pode ter um feedback considerável do público mais fiel ao hobby, lojistas, outros desenvolvedores, etc. checar opinião sobre um passo a ser dado pode ser a diferença entre um mergulho perfeito e cair de cabeça em cima de uma pedra.

Se você leu até aqui, antes de tudo muito obrigado pela sua paciência e, por favor, agregue à discussão por aqui ou pelas nossas mídias sociais!

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