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Jun
23
Para quem você faz jogos?
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Um dia desses, em uma discussão com o querido Rodrigo Rego sobre upkeep, comentei que acreditava que existiam discussões mais importantes sobre o game design a serem feitas do que se um jogo deve ou não ter upkeep, como a necessidade que temos de adequar o nosso game design às possibilidades reais de produção totalmente nacional, além de produção em valores mais competitivos para o público não gamer.

Para não tirar o foco do post na época, deixamos o assunto de lado e eu prometi a ele que escreveria sobre isso. Bem aqui estou. Esta é a minha opinião sobre o que todos os designers deveriam estar preocupados.

Think globally, fuck locally?

Uma das maiores discussões que eu ando tendo com meus amigos game designers, inclusive donos de Studios e editoras, é sobre os rumos do nosso pequeno mercado.
É, ainda, um mercado pequeno, um nicho que é movimentado ela mesma “meia dúzia” de pessoas e que encontra uma série de questões para crescer efetivamente. Fora o fato de ser uma atividade lúdica coletiva, então uma unidade do produto pode atender até 4,6 pessoas ( quantas vezes você não deixou de comprar um jogo porque alguém do seu grupo usual o comprou?) ele ainda insiste em tentar reproduzir aqui modelos internacionais, que na minha opinião, não dão certo.
Não digo apenas na questão de que parece existir um movimento de resistência do mercado à crescer e a perder certos maneirismos que afastam uma quantidade considerável do público que poderia entrar em contato, mas também a concorrência enorme com o meio digital, os valores que são acima da realidade padrão da maioria dos brasileiros e mais ainda, muitas vezes parece que as melhores ideias são “valorizadas” com uma série de componentes que podem ser chamados de “perfumaria”, como não estamos dispostos a ofender ninguém.
Novamente, isso pode dar certo lá fora, mas não é o que eu acredito que deva ser um mercado nacional que englobe a quantidade de pessoas que deseja trabalhar com isso.
Realmente precisamos trabalhar apenas com componentes importados e fazer o público pagar o preço do dólar, das licenças, de todo o resto? E se este público está disposto a pagar por isso e faz ouvidos moucos para as iniciativas nacionais, usando produtos locais e tudo o mais, será que não está na hora de buscar novos públicos, novas formas tanto de produção quanto de design?
Para mim, todo o designer que realmente deseja ver o mercado nacional ser capaz de sustentar decentemente autores fazendo apenas isto, é indispensável pensarmos fora do nicho e levarmos jogos gateway para pessoas que ainda não os conhecem. Produções nacionais, de valor mais baixo e com tanta qualidade de design quanto os internacionais, mas produzidos dentro da nossa realidade.
E você? O que acha? Vem dizer o que você pensa!

Feb
16
3 Jogos que eu gostaria de ter criado, por Jordan Florio de Oliveira
Meus amigos dos mais diversos canais do youtube estão fazendo um desafio que eu achei extremamente divertido, e eu achei por bem me envolver e também cumpri o desafio de contar para vocês quis jogos eu gostaria de ter criado.

Minhas escolhas são mais centradas naquilo que eu considero mais interessante dentro do game design, como a inovação, o uso de poucos componentes para o jogo e ainda a complexidade de jogo alcançada com regras incrivelmente simples.

Race for the galaxy
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O race for the galaxy é um dos jogos mais interessantes e complexos que eu já joguei na vida. O nível de complexidade alcançado por algumas cartas é simplesmente surpreendente, ainda mais quando se pensa que ele começou como um retheme de Puerto rico (se você puder, compare a quantidade de componentes de um para o outro, e volte aqui totalmente apaixonado, como eu).

Todos os jogos da linha Tiny Epic

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A Gamelyn, com toda a certeza, é uma das maiores referências do que queremos fazer com o Studio Teia de Jogos. Jogos pequenos, com grande complexidade e ainda com grandes possibilidades de portabilidade (4 jogos da linha Tiny Epic ainda são menos volume do que uma caixa dos jogos médios/grandes).
Por enquanto eu só tive total contato com o Tiny Epic Kingdoms, cujo PNP eu tenho (aceito convites para jogar os outros) e acompanho com muito carinho todos os trabalhos deles.

Istambul

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Apesar de ser um jogo mais clássico, com grande quantidade de componentes e tudo o mais, Istambul também é uma excelente referência para mim. Eu tive uma excelente experiência com o jogo e suas dinâmicas me pareceram tão interessantes e divertidas que ele se tornou uma referência direta para um dos futuros lançamentos do Studio Teia de Jogos.
Dentro disso, é uma certeza que se você também gosta destes jogos, a chance de encontrar referências e dinâmicas similares nos jogos assinados por mim no Studio são muito grandes, embora meu próximo lançamento esteja mais relacionados com outras excelentes lembranças que eu tive.

Veja os outros participantes do desafio:
Cornologia Boardgame:https://www.youtube.com/watch?v=eXbd_-YvtNs&feature=youtu.be
Overlord Podcast: http://www.ludopedia.com.br/topico/12192/overlord-s03e01-3-jogos-que-gostariamos-de-ter-criados
Jogos com Leite: https://youtu.be/gaeiA5pOvXw
Clube do Tabuleiro de Itatiba: http://www.ludopedia.com.br/topico/11975/top-3-jogos-que-eu-gostaria-de-ter-criado
E aí Tem Jogo: http://ludopedia.com.br/topico/11979/top-3-jogos-que-eu-gostaria-de-ter-inventado
Jogo na Mesa feat Tarja Preta e Coronel Mostarda: https://youtu.be/-ev5CS_K_kc
Tarja Preta: https://www.youtube.com/watch?v=IFigZQy9guY
Professor Lúdico: https://youtu.be/f-xdKG-tHYM