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Feb
04
Encontre seu Ukulele: Mais uma lição de Amanda Fucking Palmer

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Que eu sou um fã apaixonado pela Amanda Palmer não é nenhuma novidade para você que já está aqui há algum tempo. Se você nem faz ideia de quem seja, eu fico feliz em apresentá-la para você:

Ela é uma cantora, escritora e artista performática que entre outras coisas escreveu “A arte de pedir”, um livro que mudou muito o que eu acreditava sobre ser um artista e sobre ter uma plataforma de financiamento coletivo.

Foi ela que me inspirou abrir o Padrim logo no começo do Studio, que me inspirou a correr atrás de um sonho, mesmo que ele fosse maluco demais para ser realizado. Sem nunca ter feito um jogo ela é uma das minhas maiores influências. Acontece que eu andei totalmente obsessivo com uma música dela já tem alguns meses: ukulele anthem.

Por diversos momentos eu pensava que era porque era uma das músicas mais animadas dela, já que eu infelizmente não estou conseguindo lidar com músicas tristes e soturnas nos últimos meses pelo excesso de tragédias pessoais eu andei passando.

A realidade é que essa música tinha um conselho para mim, um conselho que eu só entendi depois que eu tropecei na solução de um problema que eu mal sabia que tinha. É, estou falando desse tipo de problema que você simplesmente acha que existe como uma das “colunas da realidade”, ou seja, que não haveria o que se fazer sobre ele.

Tá, vamos largar de bobagem e falar sobre o que aconteceu comigo e porque eu acho que é importante falar sobre isso, e como essa música me fez entender porque isso é incrível.

Qual a ideia desse ukulele?

Para entender o que é o ukulele na história toda você precisa entender a outra ponta da metáfora: o piano.

Amanda Palmer é uma pianista e uma cantora. Essas eram as duas formas principais que ela tinha de expressar a música dela e bem, um piano não é ao que você leve para todo o lugar.

Estamos falando de uma artista que sempre gostou de se apresentar na rua ir para o todo o canto. Nem o piano e nem o seu modelo mais recente, o teclado, são exatamente coisas fáceis de se levar, e isso entristecia Amanda, porque ela queria expressar essa parte da arte dela, mas havia um trabalho enorme envolvido.

Quando ela encontrou o ukulele, que você deve saber é um ”mini violão” bem fácil de ser aprendido e de ser levado para qualquer lugar, ela realmente ficou eufórica!  (um dos títulos que o ukulele ganhou graças a ela é varinha do trovão, então você pode ter noção do que foi isso para ela).

Isso porque o Ukulele se tornou uma forma fácil de levar a sua arte para onde fosse, sem esforço, e como máximo de retorno possível. Esse é o ponto central da coisa toda, o que a música está falando e eu demorei tanto tempo para entender: todo o artista deveria achar seu ukulele!

Encontrei meu Ukulele!

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Se existe uma verdade sobre mim é que eu tenho mais ideias do que sou capaz de levar adiante. Isso é bem comum e você pode se sentir de forma parecida em diversos aspectos. Poucos de nós são efetivamente game designers como única profissão e muitos dizem que é simplesmente impossível viver só disso dentro do ramo dos boardgames.

Resultado: pouquíssimo tempo de desenvolvimento.

Some a isso que eu sou um desenvolvedor que tem nas palavras sua grande força (e ainda assim sou ridículo escrevendo manuais, vai entender), que é uma forma chique de dizer que eu não sei desenhar e nem design gráfico.

Outro ponto a ser lembrado é que desenvolver cenários de RPG, apesar de ser mais rápido, não atende todo o meu desejo como desenvolvedor, então eu fico com um piano a ser levado para cima e para baixo, que é o desenvolvimento e fechamento de contrato dos meus jogos com as editoras.

Só que felizmente isso acabou porque eu achei o meu ukulele e ele se chama roll and write! Esse tipo de jogo se tornou extremamente divertido, simples e intuitivo de desenvolver para mim, e eu consigo prototipá-los (de forma bem feia, mas funcional) no Excel!

Rolar os dados é tocar meu ukulele! É algo que eu vou pensando enquanto trabalho, rascunho por 2 minutos, em 10 coloco numa planilha e no fim do dia já tenho feedback de amigos que jogaram o jogo mais de uma vez!

Contei isso tudo para que você pudesse entender porque a busca pelo Ukulele tinha de ser uma das missões principais na vida de qualquer artista ou criativo! Você já tem seu Ukulele?

Jan
25
Meus dois desafios e o financiamento recorrente do Teia de Jogos
Toda a vez que eu falo de financiamento coletivo, tenho de citar essa musa

Depois de pensar um pouco mais sobre isso, decidi que realmente quero voltar com o financiamento recorrente do Teia de Jogos, e também decidi que irei fazer algumas coisas diferentes do que estava pensando antes.

Descobri o que quero e porque acho digno pedir dinheiro para conseguir me dedicar a esse objetivo, e decidi ainda usar o financiamento do Testland como base para o que eu vou fazer de forma independente a partir de agora.

Mais importante do que isso, eu decidi que desejo deixar claro o que é importante e quais são meus objetivos com o financiamento recorrente. Decidi chamar esses dois focos centrais de trabalho de “os dois desafios”.

O que são os Dois desafios e porque eu acho que eles valem à pena?

Os dois desafios são coisas que eu considero extremamente importantes de serem expandidas. Uma delas já era meu motor motivacional desde sempre e a segunda eu descobri no caminho, mas ela é ainda mais desafiadora.

1º desafio: democratização

Se você já está aqui faz tempo, já deve inclusive estar de saco cheio de ouvir sobre democratização dos jogos. A realidade é que o pretenso renascimento dos jogos de tabuleiro é elitista e deixa um dos focos principais para trás: as crianças.

Mesmo as indústrias de brinquedos estão cada vez menos interessadas em lançar jogos, por resultados menos interessantes financeiramente falando do que em outros produtos, especialmente os que envolvem desenhos animados e outros programas que as crianças e pré adolescentes vêem ( não é a toa que os Irmãos neto viraram uma marca desejada).

Tivemos uma primeira vitória com o Dino Wars, mas eu quero mais. Quero mais jogos meus sendo vendidos a preços interessantes e quero mais desenvolvedores colocando seus jogos para esses mercados.  Além disso, existem outras formas de jogos que são extremamente baratos que podem ser explorados.

Em cima dessa necessidade de fazer os jogos acessíveis para todo mundo, eu acabei esbarrando no segundo desafio.

2º desafio: inovação

Seguindo pelo caminho de democratizar, eu percebi que teria de inovar também, porque para fazer mais barato, não bastava ”fazer pior”. Eu precisava fazer tudo novo. Desde o começo do Studio até hoje, eu tinha uma série de convicções que foram modificadas pela minha experiência.

Hoje, eu acredito que esses dois desafios podem ser transformados em ideias, propostas e novos produtos, que eu posso ir lançando, com a ajuda de vocês! Produtos mais solidificados, com Marble Universes, podem ter financiamentos separados, mas esse é o tipo de coisa que iremos conversando no caminho.

Jan
16
O papel do estado no mundo de RPG: um comparativo

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Com o avanço do primeiro draft do Testland, achei interessante trazer esse assunto à discussão, mais para fazer a comunidade pensar no papel do estado dentro dos mundos de jogo e, por consequencia, na nossa sociedade atual do que para defender um ponto ou outro.

Como base de comparação eu vou usar os dois títulos da série Marble Universes, 16 Toneladas e Testland, e a partir daí convidar os amigos da comunidade a colaborar com seus pontos e visões.

Estado Benevolente VS Estado Malevolente: outra forma de enxergar governos

Como a discussão entre esquerda e direita anda polarizada e virando um verdadeiro vetor para fake news e pessoas deixarem de conversar em prol da discussão e da acusação gratuita, decidi usar essa outra forma de ver governos e o papel do estado na vida das pessoas.

Vamos começar com 16 Toneladas, em que o governo é totalmente descentralizado (cada vila ou conjunto de vilas escolhe dentre os Sabujos aqueles que consideram mais capacitados para o papel de administrador).
Existe, porém, uma Constituição que é pétrea em todas as vilas, sendo uma das únicas formas de destituir um governo dentro de uma vila (alguns Sabujos corruptos são especialmente eficientes em conseguir oprimir as pessoas de suas vilas sem quebrar nenhuma regra da Constituição, mantendo-se, assim, amparados pela lei).

Existem prisões e trabalho forçado comunitário como forma de punição aos crimes diversos, e apenas a falsificação de dinheiro é crime capital punido pela morte, isso porque a confiança no sistema econômico é o que faz com que as possibilidades de auxilio social estejam disponíveis para as pessoas.

Alguns poderão dizer que o sistema de 16 toneladas é socialista, já que as minas são propriedade pública e não podem ser compradas, mas ao mesmo tempo não existe nenhum tipo de restrição quanto à livre iniciativa e o empreendedorismo, tanto que alguns estrangeiros estão trazendo fábricas para o País.  Como chamar isso? Sinceramente não consigo definir, e deixo isso na mão de vocês.

O que eu consigo definir é que o estado é benevolente com as pessoas, se importa de elas terem comida, abrigo e roupas para poderem então perseguir aquilo que quiserem, que pode ser a vida de liberdade e aventuras de um Fuligento, a carreira pública e estável de um Sabujo ou ainda as vidas relativamente tranquilas de trabalhadores, seja dentro de uma Vila Mineira ou em uma vila do Mundão.

Agora em Testland…

O primeiro ponto sobre o Estado em Testland é que ele é envolvido em mistérios. Muitos dizem que o ataque alienígena que criou o governo central e o Senado Terrestre, além do Sistema, algoritmo computadorizado que funciona basicamente regulando tudo na sociedade, desde o seu “salário” até o seu status, foi uma Farsa.

O sistema todo se sustenta na sombra do medo de que existirá um novo ataque alienígena, e apenas com todos trabalhando juntos e produzindo o máximo de progresso e riqueza eles serão capazes de repelir a ameaça. A colossal da maioria das pessoas está tão focada em crescer dentro do Sistema, em uma versão demoníaca de um grande jogo, que não percebe que existem incongruências muito grandes nesse discurso.

Como percebemos, a malevolência do mercado é incerta, embora pareça latente. O risco de desafiar o Estado é juntar-se aos excluídos da sociedade, em um mundo selvagem e sem tecnologia nenhuma (a não ser aquela que se é capaz de roubar) e se está condenado a viver entre os malucos e os incapazes (ou assim se fala dentro do Sistema).

Seria isso uma ditadura? “Correlacionável” com algo do nosso mundo? 1984 demais? As influências foram tantas que, para mim, como autor , é quase impossível dizer que foi “mais isso” e “menos aquilo”. A ideia veio com seu centro praticamente pronto, eu só dei uma decorada ao redor.

Uma dica aos mestres é definir muito claramente qual o papel do estado em suas histórias e, eventualmente, conversar com os seus jogadores sobre isso.

Se você quiser ler o 16 toneladas, ele tá de graça no Dungeonist: https://www.dungeonist.com/produto/16-toneladas/

Jan
11
Novidades do Teia de Jogos Janeiro 2019

O ano começou com tudo no Studio Teia de Jogos! Muito trabalho, e planos para manter-me bem ocupado durante o ano!

  • Começamos o ano encerrando a campanha de financiamento recorrente no Padrim, isso porque ela será reformulada de forma que acreditei ser necessário um novo lançamento. Talvez eu volte para a plataforma, talvez não.
  • Estou a todo o vapor produzindo o Testland. Ele vai ser maior, mais legal e mais completo do que 16 Toneladas. Falando nele, vamos ter uma surpresa a ser entregue um pouco depois do Testland.
  • Teremos novidades este ano sobre os artigos no blog. Eu finalmente encontrei uma seleção de coisas que realmente vão me manter ocupado escrevendo. Teremos mais coisas de RPG, mais sobre o que eu acredito seja o mercado de jogos e sobre o que eu considerar interessante para jogadores, leitores e desenvolvedores.
  • Existe uma chance de eu trabalhar em uma meta extra do Movin on. Caso isso se confirme, eu vou dividir aqui com vocês o que retendo fazer de interessante nesse belo jogo.
  • O novo financiamento recorrente vai funcionar de forma similar ao financiamento do Testland: vão existir algumas metas a serem batidas e em cima delas eu vou criar coisas para todos.
  • Sobre boardgames, eu vou criá-los dentro de novas diretrizes que eu considero interessantes para o mercado no geral, e estarei também recebendo encomendas de editoras e empresas em geral que quiserem algo específico.

Por enquanto é isso. Mais novidades eu comento com vocês quando elas aparecerem!

Dec
20
Mechs VS Dinos! E VOCÊ PODE DECIDIR!
Por que só controlar a tribo quando você pode sentir o calor dos combates de perto?

 

Você pode ter me visto perguntando isso esses dias no facebook, e não ter entendido nada. Acontece que isso é uma brincadeira com a meta final do financiamento do Testland, que vai apenas até o dia 22/12!

Para explicar a “piada” de forma super resumida: se eu conseguir bater a meta de R$350,00 nesse financiamento, eu vou escrever mais um cenário de RPG, mas quem vai decidir qual cenário eu vou escrever são as pessoas que ajudaram o financiamento!

Sim!  Os cenários que eles terão para escolher são esses!

Dino Wars: as Crônicas da Guerra pelos Fragmentos

Baseado no meu boardgame lançado pela Algazarra este ano, vocês serão apresentados às tribos Sáurias com muito mais detalhes, e poderão compreender afinal porque as tribos, que se ignoravam desde a Grande Cisão, quando os Deuses os abandonaram, começaram a guerrear de forma frenética e sem misericórdia por causa dos Fragmentos do Sol Noturno, o meteoro lendário que trouxe a consciência a eles.

Esse lançamento tem como objetivo ampliar o mundo que eu comecei a criar para o boardgame e com certeza, se houver aceitação, teremos mais produtos nesta linha, contando mais dessa história de Guerra, bravura e segredos.

Gambiarra: Mechas made in Brazil

Vocês me perdoem, mas isso é o mais próximo que eu tenho para expliicar a ideia

Em um Brasil de um futuro próximo o transporte público se tornou tão eficiente e os carros tão absurdamente caros de serem comprados e mantidos que todos eles se tornaram um artigo de luxo. Impossibilitados de manter seus carros ou de fazer o descarte adequado deles, as pessoas começaram a abandoná-los, e uma crise de sucata se tornou iminente.

Ninguém queria a responsabilidade de reciclar ou de reutilizar aqueles carros, e as indústrias automobilísticas (aquelas que não simplesmente fugiram do país, deixando tudo para trás) e o governo estavam fazendo um grande jogo de empurra quando tudo mudou.

Dois jovens e um engenheiro aposentado montaram o primeiro Gambiarra, um mecha feito de peças de carros e peças que eles encontraram nos grandes lixões que muitas ruas se tornaram. Eles colocaram vídeos no Youtube, mostrando o que o Mech era capaz de fazer.

Duas semanas depois um grupo de pesquisa em uma Universidade Montou outro Gambiarra (eles tentaram chamar de “armadura qualquer coisa”, mas todo mundo chamava de Gambiarra por causa do primeiro) e fez vídeos aonde ele parecia muito melhor do que o primeiro.

A partir daí você já consegue entender o que aconteceu, não? Eles se enfrentaram em uma competição de destreza e mira (O Ferrugem, Gambiarra feito na periferia de São Paulo, Ganhou do Golias, feito pela PUC, para delírio do público), fazendo do combate entre os titãs de sucata uma tendência tão incrível que até as montadoras que ficaram no país decidiram montar equipes, para recuperar parte dos prejuízos.

Uma curiosidade sobre esse cenário é que ele terá mais um produto que eu já estou desenvolvendo e em breve será anunciado!

QUERO DECIDIR, O QUE EU FAÇO?

Simples! Contribua com o Testland! (https://www.catarse.me/testland_cenario_rpg_sem_sistema?project_id=88226). Pode ser qualquer valor!  Se a meta final de R$350,00 for batida eu vou escrever um destes cenários e eles serão disponibilizados DE GRAÇA PELO DUNGEONIST nos moldes do Marble Universes!

 

 

 

Dec
11
4 usos diferentes para QUALQUER DOS LIVROS do Marble Universes

As pessoas vieram me perguntar, talvez até um pouco desconfiadas, o que significava lançar um livro de RPG sem sistema, quais seriam os usos desses livros. Parece que muitos ficaram em dúvida sobre como os livros da linha Marble Universes poderiam ser usados na sua campanha de RPG, ou ainda para um one shot descompromissado.

Como isso parece ser uma dúvida comum, então quero demonstrar alguns dos usos que eu planejei para o Testland, o 16 toneladas e todos os outros livros da Série Marble Universes que eu pretendo lançar.

Vamos a eles?

1 One shot descompromissado

Esse é um dos motivos principais para que eu goste tanto do Marble Universes. Quando você tenta pensar um One Shot sem compromisso sobre um mundo muito rico, tem uma tendência a se perder entre apresentar muito do cenário e dar pouca liberdade ao seu jogador ou ainda fazer uma história genérica, que poderia estar acontecendo em qualquer outro cenário.

Com um dos cenários do Marble Universes, a construção do cenário e de suas particularidades é feita pelo mestre, e pode envolver o background dos jogadores ou não, com a vantagem de que existem diretrizes firmes para os indecisos e essas mesmas diretrizes podem ser destruídas ou totalmente ignoradas sem grandes prejuízos ao resto da história (mesmo que apenas um dos jogadores simplesmente queira se inserir no cenário sem usar seus estereótipos).

2 Campanhas completas baseadas no cenário

Aqui o mestre vai ter um trabalhinho, porque ele vai precisar preencher alguns buracos que estão ali de propósito, mas existem vantagens nisso! Como não existe uma “versão oficial” de nenhum dos livros e tudo o que está neles é relativo e cheio de interpretações, você pode fazer o que quiser com o cenário sem que nenhum dos jogadores possa te dizer “ain, isso não é assim”.

Você, mestre, especialmente de um daqueles cenários ultra esmiuçados (sim mundo das trevas clássico, estou falando de você) já deve ter lidado com aquele jogador que leu TODOS OS SUPLEMENTOS e que sabe as porcarias das respostas de tudo o que você tenta criar um mistério? E cria alguma coisa fora dos suplementos para ver o quanto ele vai reclamar na sua vida…

Com o Marble Universes você vai poder guiar a sua história sem amarras do cenário, já que existe bem pouca coisa que é realmente escrita em pedra no cenário e ao mesmo tempo existem alguns tipos de partidas bem evidenciadas nos livros, de forma que você tem um bom equilíbrio entre direcionamento e liberdade.

3 Sidequests para a sua campanha principal

Tem uma campanha principal dentro do tema e está interessado em uma sidequest que tire seus jogadores fora do eixo principal da história por um tempo? Os cenários do Marble Universes estão aí para isso! Uma comunidade isolada pode ser inspirada em qualquer um dos cenários, independente do contexto da história.

Pode haver uma disparidade de tecnologias ou você pode copiar apenas a base da organização social, mas de qualquer forma existem conflitos a serem resolvidos e coisas nas quais os jogadores não deveriam mexer se quiserem ter uma tranquilidade maior dentro desse microcosmo.

4 Inspirar-se para fazer seu próprio mundo

Quero fazer um mundo, mas não sei por onde começar. Apesar de não ser exatamente esse o objetivo, posso dizer que o Marble Universes apresenta um mundo de forma simples e eficiente, e por isso mesmo acredito que seja uma leitura interessante para aqueles que pretendam criar seus mundos.

Se você for uma dessas pessoas e quiser umas dicas, eu estou totalmente à disposição!

Como você pode ver, esse livro tem um monte de possibilidades, e eu quero continuar escrevendo esses livros e deixando-os totalmente gratuitos pelo Dungeonist. Só que para isso eu preciso da sua ajuda. Esse primeiro livro vai sair de qualquer forma, mas a partir do ano que vem às campanhas vão ser tudo ou nada, ou seja, se não bater a meta, eu não vou publicar.

Contribua! https://www.catarse.me/testland_cenario_rpg_sem_sistema?project_id=88226

 

Dec
05
O “teste” do Testland: um financiamento coletivo diferente do que eu estava fazendo

Eu já tinha escrito esse texto. Eu iria publicá-lo na sexta, mas como o Diego do Historiart me convidou a ser parte do financiamento coletivo com uma meta extra, eu decidi dar um tempo. Foi a melhor coisa que já me aconteceu, porque eu finalmente cheguei a uma conclusão sobre como eu quero que esse financiamento coletivo seja, e do que fazer com o resultado dele. Deletei o outro ttexto e fiz esse, muito mais sincero.

Vou explicar como esse financiamento coletivo vai ser, mas antes de tudo, vou explicar o porquê dele ser assim.

Porque o Testland vai ser um teste?

Acontece que esse não será meu primeiro financiamento coletivo. Eu tentei, com o meu Studio, financiar um jogo de cartas chamado “Seguem Alterações do Cliente”. Ele é divertidíssimo e eu achei que seria um sucesso. Não foi. Foi um fracasso fundamental.

Isso me marcou, mais do que eu queria. Eu assumo que fiquei com medo de novos financiamentos simplesmente porque eu vejo todos os problemas que acontecem todos os financiamentos por aí. Tem sempre uma reclamação. Uma insatisfação, alguma coisa.

Eu quero criar jogos, e quero que eles eventualmente paguem meu jantar, como disse o Neil Gaiman uma vez (ele disse com histórias, mas o pensamento é o mesmo). Por isso mesmo eu decidi que vou fazer isso diferente.

Eu vou abrir o financiamento, com uma meta que é a que eu gostaria de receber pela escrita do livro e para liberá-lo, de graça, para sempre, no site do meu Studio e/ou no Dungeonist, como está o 16 toneladas nesse momento. (Não conhece o 16 toneladas? Ele é o primeiro livro dessa série, dá uma olhada aqui sem compromisso! https://www.dungeonist.com/produto/16-toneladas/).

O ponto central é que a campanha vai ser flex. e vai ter apenas 15 dias. É pra ser rápido e rasteiro. O grande objetivo é ver o quanto eu consigo pelo material que eu to produzindo. Essa campanha vai ser acima de tudo um teste, o que é extremamente conveniente de ser feito com um cenário.

Eu vou ganhar alguma coisa apoiando isso?

Honestamente? Para você, algo que vai ser mandado pelo correio com o seu nome? Não. Nadica de nada. Simplesmente porque esse não é meu foco no momento. Eu decidi que quero ver “quanto vale o meu show” da forma mais honesta e aberta possível, então vou avisar sobre o financiamento, mas não vou ficar morrendo de preocupação sobre quanto vai arrecadar.

Vou confiar no meu trabalho e em vocês, comunidade rpgística, em me dizer se isso é algo que vocês estão dispostos a pagar (mesmo que sejam 2 ou 5 reais) para ter mais Marble Universes de graça, e quem sabe abrir caminho para publicações mais completas desses cenários.

Nov
19
Financiamento coletivo Testland: o que é e como vai acontecer?

Vocês deve ter visto algumas interações diferentes no nosso facebook esses dias,  ( se não, não tem problema, vamos explicar aqui e agora) e devem estar pensando o que isso significa. A resposta é simples: é um novo cenário do Marble Universes que vai ser lançado.

Acontece que existe uma série de questões quando falamos de financiamentos coletivos, e esse não é exatamente o primeiro livro dessa série. E eu não tinha feito um financiamento do primeiro, porque decidi fazer isso do segundo?

Esse texto é para explicar isso, os meus motivos e o que eu estou pretendo fazer com essa série.

Marble Universes, Resultados e financiamento coletivo diferente

Se você perdeu o primeiro lançamento do Marble Universes e não faz ideia do que diabos é isso, eu vou explicar. Marble Universes é uma série de pequenos livros de RPG que eu decidi começar a escrever para ir retomando meu contato com esse mercado, que estava bem defasado por motivos diversos.

Eu escrevi o 16 toneladas como um cartão de visitas ao mercado e sentir o que é a venda direta pelo dungeonist. Infelizmente os resultados não foram os que eu queria, por algum motivo que eu ainda estou tentando entender.

Para resolver isso eu decidi fazer o Testland de forma diferente. Ao invés de colocar um valor barato para que algumas pessoas possam comprar, e não ter o resultado que eu queria, eu decidi que tentaria algo diferente: vou criar um financiamento coletivo para pagar meu trabalho como autor e então deixar o livro de graça na internet.

Exatamente isso. Você vai me pagar para escrever o livro,  ter acesso antecipado a ele enquanto eu estiver escrevendo e quando ele estiver pronto, eu vou liberá-lo online, de graça, para sempre.

Será que isso vai dar certo? Só tem um jeito de saber! Para que você possa saber o que vai estar apoiando, eu liberei o 16 toneladas de graça no Dungeonist e vou liberar alguns trechos do Testland , para que vocês saibam o que está sendo financiado!

Se esse método der certo, eu pretendo pensar em alguma forma de fazer isso sempre que eu tiver alguma ideia de um cenário  interessante!

Oct
31
As novas diretrizes do Studio teia de Jogos.

Como diz um canal de Youtube que muito aprecio “subi á montanha mais alta e falei com a mulher mais sábia”. Isso basicamente quer dizer que aqueles mais de 20 dias que eu fiquei sem postar nada no Teia e nem falar nada sobre jogos me deram uma nova perspectiva para coisa toda.

Sim. Esse quase um mês foi um afastamento total. Também não joguei nada. Nada mesmo. Digital, analógico, nada.

Eu tinha entrado em um estado tão extremo de exaustão em relação aos jogos, ao mercado de jogos, a todas as negativas e problemas e dificuldades que eu encontrava para fazer com que as minhas ideias fossem para frente que eu cheguei a pensar em desistir.

Acabar com o Teia, com tudo. Apenas jogar e isso ainda com bem menos frequência.

Nesse meio tempo eu desenvolvi um apreço bem grande pelo scratchbuilding e tudo o mais (se vocês quiserem depois eu posto meus mechs aqui, mas meus amigos já devem estar de saco cheio com isso, porque eu me empolgo quando me envolvo nessas coisas).

De uns dias para cá eu comecei a jogar meus joguinhos digitais de novo, fiquei com vontade de jogar isso ou aquilo, e de repente já estou com vontade de voltar a trabalhar com os meus jogos, mas o medo de entrar na mesma situação desesperadora de antes voltou.

Foi quando me vieram duas ideias simples, mas maravilhosas, que eu vou começar a explicar aqui com mais detalhes.

Duas frentes de ação principais

Falando da atuação que eu quero ter para o mercado de entretenimento (estou estudando formatos para entrar no formato de treinamento e educacionais, inclusive procurando parcerias) ela vai ocorrer em duas frentes distintas, embora complementares em alguns momentos

  1. Os jogos feitas para editoras parceiras
    Vou manter a minha criação de jogos de tabuleiro e RPGs com o foco central de oferecer possibilidades para indústrias de brinquedos e editoras de nicho parceiras. Aceitarei encomendas e irei mostrar alguns projetos de minha autoria, que serão desenvolvidos até o momento de entre um conceito e um jogo pronto.
    Primeiro porque eu quero dar espaço e liberdade para a editora parceira poder adentrar o projeto sem precisar tirar demais do meu trabalho já feito e também porque assim eu fico menos tempo em cima de cada projeto, já que não quero desenvolver o jogo atém o fim e então tentar vendê-lo como aconteceu anteriormente.
  2. Produtos digitais para RPG e outros jogos: aqui é a “inovação” do dia. Na verdade apenas algumas pequenas mudanças na forma como eu ofereço meus produtos e uma retomada em uma coisa que eu sempre gostei do Teia: jogos gratuitos para todo mundo.
    Aqui a ideia vai ser simples: eu vou colocar um financiamento coletivo de um jogo em fase inicial de desenvolvimento e as pessoas vão me apoiar para que eu escreva o jogo até o fim, sendo que o trabalho de outras pessoas, como ilustradores, para aumentar ainda mais a qualidade do material divulgado.

Eu vou fazer o primeiro teste do segundo modelo com o segundo livro do Marble Universe, Testland. Para que isso seja possível, eu vou liberar gratuitamente o 16 toneladas, o primeiro livro, gratuitamente no Dungeonist.

Vou fazer uma pré campanha de alguns dias ( uns 15, 20 acredito) e então colocar o projeto no ar. Nessa primeira opção sem metas adicionais e sem nenhum tipo de coisa adicional, testar a ideia “pelada” e ver o que acontece.

Vamos em busca de uma nova forma de publicar jogos?

Sep
21
Perguntas e repostas sobre o Marble Universes: 16 Toneladas e Testland!

Se você não viu as últimas notícias sobre essa pequena série, vamos resumir: Marble Universes é uma série de pequenos cenários, oferecidos sem sistema mas com algumas indicações para o uso com a maioria dos sistemas mais comuns.

Uma das maiores questões desses pequenos livros é que eles são uma fira de colocar diversas ideias que eu tenho para fora, e deixar que as pessoas decidam, por meio do seu apoio aos cenários, qual deve ser desenvolvido e, quem sabe, ganhar um livro maior.

Como essa ideia é ainda um pouco nova , eu decidi fazer quase como um FAQ para explicar quais são as minhas intenções com essa série e qual o livro já lançado e o que eu posso adiantar do segundo.

Essa série é para iniciantes em RPG?

Não. A série Marble Universes é recomendada para jogadores avançados de RPG que desejam um cenário para algo novo sem precisar absorver mais de 200 páginas de conteúdo.

Utilizando de estereótipos e clichês para passar conceitos mais complexos em poucas palavras, a ideia é construir cenários de forma ultra resumida, mas totalmente funcional, dando inclusive liberdade maior ao mestre para que ele decida de que forma e com qual conotação ele deseja usar as informações.

Existe algum sistema favorito?

Não! A ideia é exatamente você poder usar o que quiser, com pouca adaptação. Por isso os cenários partem de estereótipos e existem instruções que podem facilitar consideravelmente as partidas. Além disso eu apresento formas diversas de como fazer campanhas dentro desses cenários, e apresentarei mais conteúdo sobre eles, como eventuais aventuras prontas ou até alguns suplementos .

Quais são os cenários?  Não vai ter ilustração não?

Não teremos ilustrações no momento, porque eu não sou ilustrador e não quero dividir ou ter de pagar ilustrador todo o mês para esses livros. A ideia é algo simples e rápido que eu mesmo serei capaz de fazer sozinho (inclusive as capas serão iguais, mudando apenas o título, graças ao querido Jefferson que montou um modelo para mim).

Com isso dito, vamos ao cenário já publicado e o cenário que eu pretendo trazer agora em outubro:

16 toneladas

Esse cenário é uma Utopia, um mundo em que um frágil equilíbrio sócio econômico, causado por uma revolução, dá aos moradores de um país a chance de escolher seus futuros sem medo da fome e de não ter ao menos o básico para sobreviver.

Um lugar aonde todos tentam ser mais humanos e mesmo os criminosos são tratados como pessoas, esse país tem como fonte central de renda e espinha dorsal da sua economia a extração de carvão. Todas as pessoas que tem a sorte de nascer em uma Vila Mineira devem 16 toneladas de carvão a essa vila pela educação e alimentação de qualidade gratuita oferecida à família, independente da condição dela.

Depois disso, essa pessoa passa a sua vida usando parte do saldo dessa dívida (que não pode ser maior do que 16 toneladas) para manter-se dentro da Vila, com qualidade de vida considerável. Algumas pessoas trabalham para a manutenção da Constituição, e dos governos de cada vila (os governos são descentralizados e autárquicos) e finalmente existem os injustiçados, os bandidos.

Já o Testland, que é o cenário que vai sair em Outubro, é mais agressivo e distópico, eu diria “Black mirrorish”.

Uma sociedade mundial , em que os países foram abolidos em prol de uma união da espécie em um senado planetário, tudo isso causada por uma guerra fria em que as bombas nucleares foram trocadas por alianças com raças alienígenas, tem como paradigma social principal testes constantes, que definem a ordem social em um ranking relacionado à sua eficiência naquilo que você faz para a sociedade.

Tem mais, mas isso vai ficar para quando o livro sair. Compre o seu 16 toneladas no link por apenas 5 reais e continue ajudando o Studio a existir!

16 Toneladas

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